OPINIÃO: Ataque eficiente e poder da Vila conduzem Santos em duas frentes

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da doce: O artilheiro do Campeonato Brasileiro é Ricardo Oliveira, com 17 gols. Gabriel, vulgo Gabigol, acumula oito na competição. Somados, os dois têm mais bolas nas redes que cinco equipes que disputam o torneio – Coritiba, Chapecoense, Figueirense, Vasco e Joinville. Ao todo, o Alvinegro fez 46 gols e é o segundo melhor ataque do certame. Na Copa do Brasil, Gabriel é o vice-artilheiro, com cinco, um a menos que Ronaldo, do já eliminado Ituano.

Essa introdução repleta de números serve para ilustrar o que tem feito o Santos atual brigar em duas frentes, como se diz na conversa da bola: por uma vaga no G4 do Brasileiro e pelo título da Copa do Brasil. Com dois jogadores de muito faro de gol – Gabriel, não nos esqueçamos, foi o artilheiro do time na temporada passada -, um deles veterano e outro jovenzinho, um armador que vive deixando os companheiros com a mão na massa (Lucas Lima) e ainda os rápidos Geuvânio e Marquinhos Gabriel, a equipe tem enorme vocação ofensiva. A característica rascunha mais um capítulo na longa tradição de times goleadores, que se orgulha de ser o que tem mais gols no mundo. Ainda que não haja um controle oficial planetário disso, com chancela da Fifa, na orla da praia de Santos há até um contador oficial de gols do clube para se gabar do feito oficioso.

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No cardápio de explicações para a dupla boa campanha santista, que já tem o esteio do título paulista, há ainda o rendimento na Vila Belmiro. No Brasileirão, o Santos acumula 11 vitórias em seu campo, melhor índice da competição ao lado do líder Corinthians – o Timão tem 12 triunfos como mandante, mas um deles foi em Araraquara. Com Dorival, a equipe detém 11 vitórias consecutivas em Urbano Caldeira, sendo três delas pela Copa do Brasil. A força do estádio grita ao observar-se que como visitante o clube ganhou apenas uma vez e perdeu oito. Esse desempenho sofrível quando viaja é o motivo pelo qual não está brigando pelo título nacional.

A dobradinha ataque goleador e hegemonia na Vila é a razão fundamental para o momento em alta. Mas não se deve esquecer que quando Dorival chegou a equipe submergia na zona do rebaixamento – em casa, porém, desperdiçara sete pontos, nos empates com Ponte e Sport e a derrota para o Grêmio. À época, o ataque já tinha bons números. O mérito maior do técnico foi ajustar setores, firmando Gustavo Henrique, Thiago Maia e Zeca de titulares, dando compactação entre os setores e alma competitiva à equipe.

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